quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quincas Borba

Vivo a desilusão do acaso
onde o devaneio indiscreto
de embaraçados caminhos
estreitos me levam ao nada;
onde não sei onde é.

Sinto a ilusão da vida
onde a dor se distorce e
multiplica a mil o meu
desencanto instruído no 
filtro da cadeia alimentar.

Vivo a desconfiança da minha
certeza de ser humano, onde
não sei ao certo a minha
classe animal, não viva,
não poética, não racional.

Não vivo a desilusão do acaso
onde não conheço o meu eu,
insóbrio, fajuto, só...
solidão.

Agora, quando me sinto,
percebo...
não vivo, morro a cada 
vão momento do que chamam:
vida.



Profundo não? Escrevi esse poema em uma época de profunda vontade de morrer... (tenso) foi em 2004, não lembro o mês, mas fiz ele na biblioteca da escola depois de ter terminado de ler o livro Quincas Borba, de Machado de Assis... me identifiquei com o personagem principal...
Pra mim é um dos mais sentimentais que tenho... trágico mas não deixa de ser poético, e é claro; confuso (minha identidade). esse aí é o queridinho do papai...    



Marcos Paulo, da estranha dor que senti quando reli.                                                                                                                                                                                                                                                                                     

Nenhum comentário:

Postar um comentário