sábado, 6 de agosto de 2011

“Busque Amor novas artes, novo engenho,

para matar me, e novas esquivanças;

que não pode tirar me as esperanças,

que mal me tirará o que eu não tenho.



Olhai de que esperanças me mantenho!

Vede que perigosas seguranças!

Que não temo contrastes nem mudanças,

andando em bravo mar, perdido o lenho.



Mas, conquanto não pode haver desgosto

onde esperança falta, lá me esconde

Amor um mal, que mata e não se vê.



Que dias há que n'alma me tem posto

um não sei quê, que nasce não sei onde,

vem não sei como, e dói não sei porquê”



Mas é de Camões, Ah se fosse minha tamanha maestria...
Bem falou verdade nesses versos:
dói mesmo...
mas discordo de ser mal; depende do ponto de vista
hehe
simplesmente lindo

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