sábado, 6 de agosto de 2011

queria ser um soneto

como se discutir a vida se não viver?
como se constrói o que apenas não se vê?
e tão sonhadas noites a vida sem viver?
ó vida, tão mal vivida sem saber


ó dores sentidas depois das saudades à morte
ó vida perene perante minha vida não eterna
eu, sem súbito, sem ânimo me assusto
eu, em tudo e com todos vividos


às amadas agora sei nunca amantes
as amantes sei agora que nunca me amaram.
são agora saudades de uma parte de mim


são então, lembranças mal lembradas
mal inacabadas, mas há saudades
mas agora a vida mal vivida se passou.

sem comentários,
Marcos Paulo

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