você se lembra de quando a gente era criança?
quando a gente brincávamos no pátio e corríamos
e por tantas vezes eu caia e ralava o joelho e chorava
você se lembra de quando a gente fugia pra se amar?
sentido um aperto no peito mas felizes por estar longe
e você me olhava e me conquistava sem saber o que era aquilo
você se lembra de quando não sabíamos de nada?
e a gente só corria e não se preocupava em saber dessas coisas
éramos só eu e você, sozinhos no mundo, e tudo era presente
estávamos ali no espaço, eternos, sem saber o que é eternidade
mas só sabíamos que era preciso viver e mais nada
tudo era mágico; o vento, as folhas secas, o céu, a areia e as árvores
tudo tinha um toque de Deus e nem sabíamos o que era Deus
o que era verdade então? não tínhamos ideia, mas com certeza era a vida
você se lembra que não sabíamos o que era morte?
e assim não tememos ela por todo aquele momento
momento esse que nunca ia passar e estávamos alegres
hoje a gente vê que tudo se foi
a eternidade da inocência, do amor, dos cabelos ao vento
hoje a gente vê tudo preenchido do vazio do cotidiano
o amor preso em uma caixa arredondada e amarrada
hoje a gente transforma todas as nossas fantasias em ilusão
tudo é vertigem do ocaso devorador de sonhos
hoje a gente come as pressas se preocupando em não se lambuzar
com medo de o tempo passar de mais pra variar
hoje a gente vê que tudo corre sem nos esperar e esquecemos
esquecemos um do outro, de nos amar, de que tudo é eterno
hoje gente vê que tudo é mortal, a morte e o passageiro no ônibus
não somos mais quem a gente diz que é
sábado, 12 de novembro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Oração ao desespero
Dia desses acordei desconfortável. Um desespero que não sei
explicar contando. As lágrimas pareciam que queriam sair vivas dos meus olhos. Uma
vontade de não existir que eu nem sei contar. Não sei o que era. Talvez as
circunstâncias, ou eu fingindo ser auto-suficiente, duro, e perfeitamente
normal á pessoas que, nem sei por que, tendo agradá-las. Sentia nojo de tudo;
de mim, do meu quarto, das coisas que tocava, do que olhava, a música no
visinho. Odiava até a vontade de me odiar. As coisas que amava não importavam
naquele momento. Só tinha vontade de me desprezar e não importava o que me
vinha consolar. Odiava até o auto-consolo.
E as lágrimas não cessaram, muito menos evitaram de descer. E
pareciam rios. Inundaram a casa mas eu não me afogava. Ah que vontade louca de
me afogar. Mas odiava até a vontade de morrer.
Levantei. Sozinho e nada pra fazer. Daí a mente se enchendo
de dúvidas. E as dúvidas apertando o coração e não pensava mais em mim, mas
quantas dúvidas haveria de existir a te que eu morresse de desprezo.
O que seria então esse desconforto, esse desespero, essa
malícia de querer não existir e desejando que nem mesmo existisse para que não
pensasse? Qual o motivo de ver o que passa na TV se tudo era apenas vaidade? Pessoas
sendo visivelmente maltratadas. Mas elas foram ensinadas a serem cegas, e mesmo
se houvesse milagre de ver, não acreditariam no que veriam. Via pessoas
iludindo e se iludindo, humanos fingirem acreditarem em Deus, desprezando seus
privilégios divinos por mixarias de riquezas – ganância, egoísmo e falsidade. Ladrões
do século XXI, armados com seus argumentos até os dentes, rodeados de
protetores de colarinho dizendo serem cumpridores da lei. Amantes do dinheiro
pisando na cabeça dos que sobrevivem com dinheiro. Uma confusão; não sei quem é
ladrão; se é o político ou o pobre lascado que rouba por terem roubado seus
direitos. É uma confusão. E o barraco tá armado. Sinto a nossa degradação. Sinto
que não somos mais humanos. Não temos mais bons sentimentos, só ganância,
vícios e desamor.
Mas pra onde todos esses maus sentimentos nos levam, meu
Deus?
Afinal, onde está Deus? Talvez Ele não exista. Talvez seja
só mais uma tentativa humana de explicar que o homem é perfeito. Deus nos
abandonou, nos largou, cansou de ver a gente se degladiando por nada, por aquilo
que acreditamos ser o eterno mas no fundo sabemos que é o que nos mata.
Ou Deus existe sim... talvez essa seja uma era de Ele
escolher somente os verdadeiros humanos, ainda consciente, ainda saldáveis e
sãos. Mas olho para os lados e vejo somente pessoas doentes, infectadas pelo
capitalismo consumismo, canibais capazes de venderem a própria mãe, de matarem
o próprio pai. Vejo a desgraça ao meu redor, vejo homens revoltados por serem
humanos (eu sou um deles) e destroçam tudo, arrasando sua própria vida,
ignorando-a e tudo que há ao redor.
Isso, não sei por que, me corroe por dentro, alimenta o desprezo que sinto de
mim mesmo por ser um simples sujeito que não pode fazer nada e já desistiu de
lutar. Mas não adianta lutar, somos todos zumbies, com sede e fome de carne
humana, carne de criança, de gente inocente. Eu já desisti, assim como qualquer
um que exista já aceitou a morte como preço dos erros que seus líderes
cometeram. Quero, agora só desprezar a vida, essa que nem sentido mais faz. Agora
sou oco por dentro, consumido pelo consumismo, prezo marionetizado pelas cordas
de chefões que nem conheço. E nem me importa mesmo, não vai trazer nada ao
realismo.
Acho que não venço. Só venço se todo mundo lutar. Mas ninguém
acorda, ninguém tenta fazer nada e por isso vou voltar a fingir que estou
dormindo o meu sono eterno e esperar a morte vir me salvar.
Hoje eu acordei, acordei para o desespero, acordei para ver
o que sou e o que sou me faz ter medo. Hoje eu acordei, queira Deus que não me
faça voltar a dormir e sonhar sonhos impossíveis de amor, de esperança, de vida
verdadeira.
Resta-me confiar em Deus... esperar nEle e no amor que tanto
me promete.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
sonho da noite....
De longe a noite vai caindo para o horizonte
O sol cansado descansa à sombra do mar
A escuridão toma conta da claridão do dia
E o dia todo se desfaz sendo mero participante
Agora para outro horizonte se vai...
Não adoro a noite mais hoje como dantes
Porque antes estava ela aqui do lado nas noites
Ouvíamos juntos os cantos do vento para as ondas
Amávamos a nós um ao outro por todo o infinito
Corríamos de mãos dadas por cima das águas
Dançando no palco das estrelas brilhadas
Mas essa noite é diferente das que o vento cantava
Não é ela do lado dando um riso e ganhando o mundo
É a solidão me abraçando fria sem riso, mórbida
Na noite fria estrelada encoberto pelo desespero
Pinta a esperança de a dor um dia secar com o amanhã
E a gora eu canto sozinho com o vento:
Noite essa cheia de lindas e brilhantes estrelas
Sujam o céu do meu pessimismo...
Mas ainda sonho uma noite cantar não só com vento
Mas junto de dela:
Noite linda essa nublada sem brilhantes estrelas
Não sujam a alegria de estar com meu amor.
o título é da mulher mais linda do mundo... e tenho a sorte de poder conhecê-la...
Vivi.. eu te amo... meu oceano azul ^^
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
hoje o céu é que chora
A chuva hoje não alegra
A chuva agora chora
Encobre o céu com sua tristeza
Escurece o firmamento celeste
Entristece a face da terra
A chuva hoje não molha
A chuva agora chora o desespero
Os barulhos nas folhas cantam
Com voz fúnebre o seu alento
Molhas com suas lágrimas
A terra que só queria estar seca.
Pobres das gotas que caem contra sua vontade
Pobre do solo encharcado que não deseja ser molhado
Pobre rosto o meu que molhado
Não se sabe se pela chuva do céu
Ou se pela chuva dos meus olhos
Saem as lágrimas.
Hoje o céu é que chora.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Nem cheguei aos seus pés... mas preciso te dizer !!!
1...
2...
3...
4... agua no copo !
Para tudo... éer eu não vim aqui pra falar de agua !!! /
É pq ela é tao essencial pra mim como vc !!! / a loka!!
Toda a vez que eu
entro no msn eu fik loka ...
Será que ele vai ta ai meu Deus ... quero falar com ele
nem que seja só pra saber como ele ta , dizer um oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii bem
grande tipo uma conversa de 30 minutos nao 30 é muito mas muito pouco a ele não
poderia ficar aki pra sempre ... são tantas coisas que se passam por essa
cabeça ...
Ai quando vejo que ele ta / pq a desgraçada da janelinha k ele entro não
aparece / me só falta sai correndo gritando ele ta ai ele ta uhulll ele ta iupi
ele ta e assim vai não precisa entrar em detalhes o k eu penso em grita pq vai que eu estore os tímpanos
dele o k vai ser /viajei /
Ta ai a gente começa a conversa nessa hora o desgraçado
da porcaria desse tempo insiste em passa rápidoo mas tao rapidoooo o desgraçado
/falei 2 vzs desgraçado pq ele é desgraçado msm / nessa a história de sempre já
não importa mais o k importa torcer pros pais k de tao queridos nessa hora se
tornam malas não tirem a gente ou qualquer outro compromisso k insiste em aparecer
aff ...
Assunto vai assunto vem nisso quando vc mal diz xau . tchau não importa
como , a saudade já vem e aperta o coração mee e como aperta quase morro aki , por
exemplo agora toa k escrevendo essa porcaria
... /meu eu escrevo muito mal / mas tudo que esta sendo dito ou cojitado
ou sei la o k é pura realidade / tirando a parte que eu sempre penso em te
amarrar na cadeira quando vc diz k vai sair pq isso é ilusão /voltando ...
Não se vá ... tirando o msn /até pq vc tem mais coisas k
fazer do k conversar com essa chata k nem escrever sabe / eu não quero nunca
mas nunca msm k vc se vá da minha vida !
Simplismente pq ...
Eu te amo !
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Super Incrível...
Marcos!!!
Sabe aquele guri que eu conheci digamos assim ele ia me explicar sobre a ABU, pois é, nosso "entrosamento" foi tao grande que começamos logo a falar da nossa vida, planos, problemas, lances, amores platônicos e outros diversos assuntos.Nos aproximamos cada vez mais conheci dois cuecas (Joseph e o Elenilton)mas não se preocupe vai ser sempre o meu preferido o super mega power master super incrível e super perfeito (ao menos pra mim).
Depois de falado(escrito) tudo isso , de tudo o que escreveu e eu sabendo que sou uma naia em fazer isso... pensei em um jeito mas nada encontrei que chegasse aos seus pés, ai cada vez que eu achar alguma coisa ou duas ou três que de alguma forma me lembra você vou postar aqui<--------------- <3<3<3
BONS
AMIGOS
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
E o poema ... ahhh o poemaa ... !!!
Pois é esses dois nao são novidades néahh ... mas vão vir ...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
noite
Já era noite. Bem tarde. Um dia cansativo e muito cheio, daqueles de esquecer; a propósito, bem chato a ponto de ser um porre. Tinha na mente todo o peso do dia. Mas estávamos lá, eu e ela. Ela, sem saber, tirou todo o peso que tinha nas costas. Acabamos depois de uma linda e longa e agradável conversa. Fazer-me esquecer de qualquer coisa de ruim é especialidade dela.
Ela sempre graciosa, carinhosa a ponto de eu quase sentir seus carinhos, suas mão me fazendo dormir, a voz suave de pluma cantando ninar. Desliguei o computador depois de dar uma última olhada em uma de suas fotos. Ela lá, inerte, olhos fixos, porém parecendo vivos como se fossem saltar sobre a tela do monitor. Por fim, levantei da cadeira com aqueles olhos cravados na minha memória. Todavia ao mesmo tempo pensava se era muito sortudo ou se foi um dos maiores erros conhecê-la em diferença com a distância que me faz doer o coração.
Esse pensamento me fez relembrar do peso e com o peso de volta deu vontade de voltar de frente ao computador pra retirar o enfado. Porém sabia que ela não iria estar lá. Era vã a volta sem ler suas palavras, com certeza não ia ficar de novo leve. Uma foto só não bastaria.
Com o corpo pesado caminhei me arrastando até o quarto. A cama bagunçada, só percebi depois de jogado nela. Abri os olhos; tão escuro como de olhos fechados. Senti a escuridão do quarto, parecia imenso. Voltei a fechar os olhos, daí comecei a perceber tudo ao redor e a escuridão e o silêncio facilitam isso, como se tudo fizesse parte de você.
De olhos fechados senti mais do que sentia antes, podia ouvir grilos assoviando, o vento na mangueira lá fora, o sentia tocar as folhas como se eu fosse a própria árvore. O cheiro do quarto; poeira misturada com madeira. Liguei o som bem baixinho, somente meus ouvidos alcançavam, mas o suficientemente capaz de me desligar de ser tudo ao redor. “Angel” era o nome da música. Rapidamente e de súbito me veio a mente seu rosto monumental, fixo mas vivo como o de um quadro expressionista clareando todo o ambiente. Já havia visto isso antes em outros sonhos. Mas dessa vez era diferente, era como se ela estivesse do meu lado, presente literalmente e iluminasse todo o quarto. Abri os olhos, não era mais um simples quarto com cheiro de madeira. Era agora um campo imenso vasto de flores e cheirava aos mais belos aromas que se podia sentir. O sol nascia como se percebesse nossa presença, mas tinha percebido só a presença dela e brilhou para ela como se a contemplasse, como se mesmo adorasse e saudasse a maior das deusas. Mas ela olhava somente para mim e continuava com a canção de ninar – voz doce e suave acalma meu coração. Ah, o sol entrava por entre seus olhos. Aquele azul que nunca vou esquecer a cor viva que era, dava pra ver horizontes infinitos. Então me perdia neles, mas gostava de me perder, não queria nunca mais me reencontrar. Desejava que ela me achasse e se perdesse comigo para que ficássemos lá por toda a vida da eternidade. Não era eternidade. O sol dizia isso quando entrou pela janela. Não era mais campo, nem flores, muito menos seus olhos e o labirinto de sua pele branca, brilhante. Não era mais a deusa. Era só eu novamente, ou como sempre, eu e meu quarto com cheiro de madeira, inóspito, de dia raiado e esse dia dizia a realidade: ela longe e meu coração lá com ela. Vem e traz ele de volta pra mim...
Marcos Paulo...
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