ééerr... e bota passado nisso... hehe
eu estava vasculhando meus documentos mais antigos aqui no depósito de casa. Fui ver aqueles escritos meus lá da adolescência e até mesmo antes disso. No começo encontrei só livros e muita poeira. Mas os diários e cadernos com poemas e crônicas, cadernos de desenhos e uns pensamentos meio loucos meus achei lá no fundo dos baús.
confesso que quando abri um dos diários, veio as lembranças daquela época e com as lembranças vieram a lágrima e um aperto no coração. lembrei o quanto que sofri nessa transição entre infância e juventude. Então desabafava com a caneta em cima do caderno de linhas virgens. Meus versos e canções eram meus únicos amigos, me consolavam e me ajudavam a encontrar um sentido real de viver. Meus DEUS! Como isso faz tempo... e vejo o quanto que sou diferente hoje, meus ideais mudaram totalmente, meus pensares, minha vida inteira mudou e agradeço a ELE. Obrigado SENHOR, pela compaixão!
Vou compartilhar todos eles (os poemas e crônicas), mas confesso que muitos desses escritos nem eu consigo compreender e além de muitos serem pessimistas e bem tristes.
Hehe.. eu era bem triste, esses versos me fazem lembrar isso... Mas isso só me faz saber que como CRISTO muda a vida pra melhor de uma pessoa... e agora sou mais que feliz: sou mais que vencedor
e se sou louco é por parte de CRISTO!
este é de 2004, eu tinha quatorze anos de idade:
amar
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso.
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia
o que ele sepulta, e o que na briza marinha
é sal, ou precisam de amor, ou simplesmente ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração espectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, a rua vista em sonho e uma ave de rapina.
Este é o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas perfeitas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente de mais e mais amor.
Amor a nossa falta a mesma de amor e na secura nossa...
amor à água implícita e o beijo tácito e a sede infinita.
sinceramente, não sei muito o que esse poema quer dizer, mas é assim mesmo, era um tempo tão doido que nem eu compreendo..
hehe.. mas ei-lo meu primeiro poema, pelo menos é o mais antigo que lembro...
lembro que fiz ele depois de ler um poema de Drummond falando de hipocrisia, mas mesmo assim acho que não tem nada a ver... hehe..
valeu, Marcos Paulo
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